Este blog Nasceu no Verão com o nome de veraNuda. Mas próximas 3 estações, por sugestão de “o que me vier à real gana” irá chamar-se de “Aninteiro”
09/08/2008
O Outro Lado das Medalhas
Na barbearia do senhor Luís e No Gabinete, o Espírito Olímpico é assinalado sem hipocrisias nem festejos. Pensar que estamos no sec. XXI. Recomenda-se também uma visita ao New York Times, para ver a evolução ao longo dos tempos. Mudam-se as tochas, mantêm-se as guerras.
São verdes e estão abertos 24/7
O Condomínio da Terra encara a crise ambiental mundial, não como um problema do ambiente, mas como um problema da Comunidade dos Homens. Têm um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça com objectivos muito verdes e nobres: plantar e cuidar de 1 milhão de árvores em 5 anos entre outros.
07/08/2008
Passeio do Dia
No Planeta dos blogs há de tudo: petições pró e contra, desafios, prémios, clubes, utilidades, polémicas e outros mimos. Os meus destaques do dia vão para:
Memes (que são uma espécie de respostas pictóricas), um sitio para partilhar neuroses (com possibilidade de análise e resposta de borla) e encontrei os Bitaites do Marco Santos que são de grande utilidade, em especial as recomendações “Oito questões a ter em conta se és um ‘blogger’”
Memes (que são uma espécie de respostas pictóricas), um sitio para partilhar neuroses (com possibilidade de análise e resposta de borla) e encontrei os Bitaites do Marco Santos que são de grande utilidade, em especial as recomendações “Oito questões a ter em conta se és um ‘blogger’”
Apresentações com piadaça
O Cão com Pulgas: “Este estabelecimento tem matraquilhos e snukre, o café não é barato mas ofrecemos o açúcre”
O Ricardo.pt: “Quem não me adicionar aos Favoritos é um ovo podre”
Outro destacado Ao Calhas
Um índio foi ao cartório para solicitar mudança de nome.
O escrivão perguntou:- Qual é seu nome?
- Grande Nuvem Azul Que Leva Mensagem Para o Mundo.
- E como quer se chamar agora?- E-Mail.
O Ricardo.pt: “Quem não me adicionar aos Favoritos é um ovo podre”
Outro destacado Ao Calhas
Um índio foi ao cartório para solicitar mudança de nome.
O escrivão perguntou:- Qual é seu nome?
- Grande Nuvem Azul Que Leva Mensagem Para o Mundo.
- E como quer se chamar agora?- E-Mail.
06/08/2008
Blogues mortos
Hoje encontrei muitos espaços mortos. Encontrei também um Arrepio Cardíaco que deixou de bater. E é pena.
Ausente de Mim
Volto para dentro de mim
E perco-me uma vez mais
Neste decade
nte botequim
De interrogativas animais
Sextos sentidos trocados
Velhas charadas sem fim
Conduzem-me aos bocados
Novamente para fora de mim
Porque é tão presente
Esta sensação ruim
De estar sempre ausente
De mim?
Tiago Lisboa
Ausente de Mim
Volto para dentro de mim
E perco-me uma vez mais
Neste decade
nte botequimDe interrogativas animais
Sextos sentidos trocados
Velhas charadas sem fim
Conduzem-me aos bocados
Novamente para fora de mim
Porque é tão presente
Esta sensação ruim
De estar sempre ausente
De mim?
Tiago Lisboa
05/08/2008
Um antro amoroso
Uma pesquisa rápida no pesquisador de blogues do google, não deixa margem para dúvidas que a blogosfera está a transbordar de amor:
1,477,816 blogs - amizade
3,407,989 blogs - dinheiro
6,624,846 blogs - saúde
25,982,593 blogs - amor
04/08/2008
Labirinto
Não fui ás escondidas e muito menos a espreitar a janelas, mas dei comigo perdida em avenidas, quilómetros intermináveis de histórias, opiniões, trocas de mimos e informações.
A blogosfera é um mundo e eu sem saber como começar.
A blogosfera é um mundo e eu sem saber como começar.
02/08/2008
Férias
Este ano não vou de férias. Estou mas não vou.
Ir de férias, é ir de viagem para longe da casa, de todo o ano.
Ir de férias é para ser feliz.
É urgente que se interdite as férias aos infelizes, aos desenganados, aos tão enganados que ainda fingem que são felizes nas férias. Infelicidade é nada, comparada com o tormento de fingir felicidade.
Ir de férias é partilhar, reforçar as forças e os sonhos para mais outro ano de aborrecimentos.
Ir de férias é vincar interesses comuns, curiosidades construídas a dois ou mais e descobrir novas intimidades para explorar, ao longo dos meses seguintes.
Ir de férias não é pôr as kekas em dia, mostrar aos amigos e aos inimigos que lá se conseguiu aguentar mais outro ano de santo matrimónio, para bem dos filhos e dos empréstimos bancários.
Ir de férias, é ir de viagem para longe da casa, de todo o ano.
Ir de férias é para ser feliz.
É urgente que se interdite as férias aos infelizes, aos desenganados, aos tão enganados que ainda fingem que são felizes nas férias. Infelicidade é nada, comparada com o tormento de fingir felicidade.
Ir de férias é partilhar, reforçar as forças e os sonhos para mais outro ano de aborrecimentos.
Ir de férias é vincar interesses comuns, curiosidades construídas a dois ou mais e descobrir novas intimidades para explorar, ao longo dos meses seguintes.
Ir de férias não é pôr as kekas em dia, mostrar aos amigos e aos inimigos que lá se conseguiu aguentar mais outro ano de santo matrimónio, para bem dos filhos e dos empréstimos bancários.
Este ano não vou de férias, estou sozinha. Não quero partir à descoberta de monumentos e gastronomias. Vou partir à descoberta da dita blogsfera. Já não era sem tempo.
05/07/2007
Como Esquecer
Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece?
Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saiem de lá. Estúpidas!É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar.
A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou de coração.
Ninguém aguenta estar triste.
Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza so há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de termina de lembra-lo.
A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doida, devidamente honrada. É uma dor que é preciso, primeiro, aceitar.É preciso aceitar esta magoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos moí mesmo e que nos da cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução.Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos distrairmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.O esquecimento não tem arte.
Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos, amigos, livros e copos, pagam-se depois em conduídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais falta das pessoas que amamos?
O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende. A minha mãe. O meu amor.As pessoas nunca deveriam morrer, nem deixarem de se amar, nem separar-se, nem esquecer-se, mas morrem e deixam e separam-se e esquecem-se.
Mas é preciso aceitar, é preciso sofrer, dar murros na mesa, não perceber. E aceitar. Se as pessoas amadas fossem imortais perderíamos o coração.Há grandeza no sofrimento. Sofrer é respeitar o tamanho que teve um amor. No meio de remoinho de erros que nos resolve as entranhas de raiva, do ressentimento, do rancor ? temos de encontrar a raiz daquela paixão, a razão original daquele amor.As pessoas magoam-se, separam-se, abandonam-se, fazem os maiores disparates com a maior das facilidades.
Para esquece-las, é preciso choca-las primeiro. Esta é uma verdade tão antiga que espanta reparem como ainda temos esperanças de contorna-la.Para esquecer uma pessoa não há vias rápidas, não há suplentes, não há calmantes, ilhas nas Caraíbas, livros de poesia ? só há lembrança, dor e lentidão, com uns breves intervalos pelo meio para retomar o fôlego.Podemos arranjar as maneiras que quisermos de odiar quem amámos de nos vingarmos delas, de nos pormos a milhas, de lhe pormos os cornos, mas tudo isso não tem mal. Nem faz bem nenhum.
Tudo isto conta como lembrança, tudo isso conta como uma saudade contrariada, enraivecida, embaraçada por ter sido apanhada na via pública, como um bicho preto e feio, um parasita de coração, uma peste, uma barata esperneante: uma saudade de pernas para o ar.Quando já é tarde para voltar atrás, percebesse que há esquecimentos tão caros que nunca se podem pagar.
Como é que se pode esquecer o que só se consegue lembrar! Ai, está o sofrimento maior de todos. Aí está a maior das felicidades.
Miguel Esteves Cardoso, Último Volume
Post Publicado a 5 Setembro 2008. Não descobri como apresentar uma pagina, não datada, mas descobri como não colocar um texto desta dimensão na pagina principal do blog ;)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
